The Drama of Structure

A estrutura do drama! Pode ser útil na hora de escrever! rsrs

Live to Write - Write to Live

As a reminder, dear readers, I work in theater and I write mysteries. And dramatic structure rules my worlds.

What, some of you are asking, is dramatic structure? Basically, it is a beginning, a middle, and an end. Inciting incident, rising action, climax, falling action, denouement/resolution. In theater, dramatic structure keeps the audience coming back for the second act. I found this diagram, which lays it out very well.

Dramatic StructureMysteries are structured in much the same way, though the inciting incident (the event that launches the story) doesn’t have to come at the beginning. Remember, plays are stories told aloud, with no voice overs or flashbacks (usually). Novels and fiction can shake it up a bit.

In mysteries,  dramatic structure includes plot point one, plot point two, climax, denouement. Plot points are where the stories take a hard pivot. Crudely put, it is where you drop the body. Or you…

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Linguagem Jurídica

Esse era o nome de uma cadeira que eu tive na Faculdade. Naquele semestre tivemos que estudar muita linguística e lógica formal, pois a professora era uma fera e as provas dificílimas. Mas sobrevivemos.

Lembrei isso hoje quando lia um trecho de Barbosa Moreira no qual ele opina sobre a redação das decisões judiciais. Acho que muitas vezes elas são ininteligíveis não apenas em razão da linguagem rebuscada que alguns magistrados ainda insistem em adotar, mas também porque eles provavelmente não tiveram uma boa formação linguística e tampouco lhes foi oportunizado o estudo da lógica-formal, tão importante a nós operadores do direito.

Ah, se todos fossem iguais a você...

Ah, se todos fossem iguais a você…

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O melhor vídeo da Pixar!

pixar

Eu já era fã dos produtos da Pixar, agora fiquei fã da empresa também! 😉

Esse post complementa o anterior, é outro filme lindo com uma mensagem fantástica!

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It’s gotten better

It gets better” é um projeto norte americano criado para mostrar aos jovens GLS o potencial e o nível de felicidade que suas vidas podem alcançar se eles conseguirem ultrapassar a fase da adolescência, considerada a pior, não apenas pelo “bullying”muitas vezes sofrido, mas também – e principalmente – pelo própria afirmação de sua sexualidade perante eles mesmos e não apenas perante pais, familiares e amigos.

Pois no final das contas a verdade é que – salvo em casos tristemente patológicos – os pais, a família e os amigos desejam ter ao seu lado uma pessoa realizada e, sobretudo, feliz.

Assim, mesmo que num primeiro momento possa ser complicado ou por vezes dramático, “it gets better” com o passar do tempo. E o tempo também ajuda o mundo a melhorar (dê uma espiada na timeline do projeto).

Esse projeto é muito bacana e ajuda todos nós. Uma iniciativa imensamente humana, necessária e corajosa. Para nós advogados que trabalhamos com uma matéria demasiada humana que é a afirmação da igualdade, mister que se tenha toda a informação e esclarecimento possíveis. Por isso impossível não apoiar uma iniciativa dessas.

Quer participar? Quer saber mais? Acesse aqui

No BRASIL há um vídeo formidável chamado “Não gosto dos meninos – histórias que gostaríamos de ter visto antes” que, como o próprio nome diz, traz diversas histórias de brasileiros gays, bi, trans ou “qualquer outra sigla que tenta definir o que não precisa definição”, com uma abordagem simples, franca, direta, honesta, positiva, forte e bonita. Ensina muito mais que qualquer “kit-gay” preparado pelo Governo Federal e de uma forma muito mais natural.

É, o mundo pode ser melhor e todos podemos – e devemos – participar dessa transformação.

“não gosto dos meninos” from mirada on Vimeo.

Quer ler mais sobre o assunto? Indico um ótimo texto do blog Unbreakers

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The Thrill of the Challenge

Concordo plenamente! Por isso que a advocacia é fascinante. Nos traz diariamente novos desafios de escrita e com prazos de elaboração. A gente precisa escrever. Muito. Com precisão e clareza. Com objetivos. E dentro de um determinado período de tempo. Quer desafio maior?

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There is nothing, and I mean, nothing like a challenge to make you write.

During the month of November I wrote (and wrote, and wrote) for nanowrimo. Had to hit my words and I did. It was a challenge that I wanted to win.

But now, I’m doing a bit of a different one. I’m doing the SNAP challenge that you might have heard about along with Cory Booker, Mayor of Newark, where those who have signed up have challenged ourselves to live on what we would have been given as an allowance for Government food assistance (used to be called Food Stamps, now it’s called SNAP.)

For 7 days, I have to live on the food I’ve purchased with $30, which is the median amount of assistance given to an individual in New Hampshire. Note: others around the country are working with different amounts – it all depends upon…

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O Doca Street, o Coronel Jesuíno e o Paulo Olímpio

A maioria dos professores nos ensina na Faculdade de Direito que o primeiro caso no Brasil no qual “a legítima defesa da honra” não foi aceita como excludente de ilicitude nos chamados “crimes da paixão” (homicídio praticado pelo marido contra a mulher e/ou o amante em razão de uma traição) foi o caso Doca Street.

“Quem ama não mata” foi o grito que marcou a luta de feministas que não aceitaram o “sursis” concedido ao namorado traído e motivaram o Ministério Público a recorrer da pena. Em 1981, 5 anos após o crime, Raul Fernandes do Amaral Street, o Doca, foi finalmente condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato da namorada Ângela Diniz. A partir dali, supostamente, nenhum marido traído tinha mais o “direito” de matar sua esposa.

Porém, muito antes disso, na literatura brasileira, já havia uma condenação para os crimes da paixão: no romance Gabriela de Jorge Amado, contrariando as expectativas de todos os demais coronéis, o Coronel Jesuíno foi a júri popular pelo homicídio de sua esposa, a belíssima Maitê Proença (Dona Sinhazinha) e do jovem amante, o dentista Erik Marmo (Dr. Osmundo). Esta marcante cena do julgamento foi ao ar na última quinta-feira, 25/10, – na sua novela das 11 -, e o Coronel Jesuíno (aquele do bordão: “Deite que eu vou lhe usar!”) foi condenado não apenas a 15, mas a 30 anos de prisão, regime fechadíssimo (ou seja, 30 anos a serem cumpridos em Salvador, onde nenhum de seus amigos conseguiria mandar seus “jagunços” soltá-lo).

Não aprendi isso lendo Jorge Amado e também não foi na novela! Aprendi isso na Faculdade de Direito, com o formidável Professor Paulo Olímpio Gomes de Souza! Ele nos ensinou a Teoria Geral de uma forma inesquecível e para isso usava os melhores recursos: arte, história e literatura. Na aula sobre excludentes, fez questão de relatar o júri do Coronel Jesuíno. Foi nos primeiros anos da Faculdade, mas eu lembro como se fosse hoje o Professor declamando o discurso que na primeira versão televisiva da novela era do Promotor e nesta saiu da boca do Mateus Solano (Mundinho Falcão) sobre a chegada dos novos tempos.

“Meritíssimo eu estou muito orgulhoso! Pela primeira vez nesta região um homem é condenado por matar a esposa! Matar a esposa é assassinato! (…) Coronel Ramiro, o tempo do poder dos coronéis acabou em Ilhéus. O senhor não pode mais tirar o seu amigo daqui a bala.  O senhor é o símbolo de uma época que não conheceu a lei. Pois um novo mundo está começando – e neste mundo – não há lugar para o senhor!”

PARA LER SOBRE O JULGAMENTO E ASSISTIR A CENA NA VERSÃO 2012 CLIQUE AQUI

O ÚLTIMO CAPÍTULO, COM DIREITO A CENA DO JULGAMENTO, NA VERSÃO DE 1975:

Pois o grande mestre nos contou que usou este discurso num júri, já passado – inclusive –  o caso Doca Street, quando era promotor numa cidade da região da fronteira aqui do Rio Grande do Sul. Lá a lei dos “estancieiros” vigorou durante um longo tempo, assim como vigorara a dos coronéis lá na Bahia. Perguntou aos jurados se queriam participar dos novos tempos ou ainda aceitavam a barbárie. E sabem o que aconteceu? – perguntou a nós alunos, todos já completamente hipnotizados com aquele baita discurso. A maioria nem conseguiu responder, pois estava sem fôlego, mas os que responderam disseram: o cara foi pra cadeia!

O Professor então – para surpresa geral – disse que não, que ele foi absolvido! E, complementou: recorri para o Tribunal e sabe o que aconteceu na capital? Eu perdi de novo, 3 a 0. Foi outra lição que nos deu: os grandes também perdem e o mundo não estava assim tão evoluído. Também me dei conta, ao longo do curso, que os únicos profissionais que nunca perderam uma causa são aqueles que nunca tiveram alguma. Mas só os grandões mesmo é que admitem, os outros só nos contam as causas que ganharam.

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E o Brasil? Será que realmente o novo mundo chegou e já não vivemos mais uma época em que alguns privilegiado poderiam não conhecer as leis? O julgamento do mensalão está aí tentando nos mostrar que os tempos mudaram e que a lei é para todos. Vamos ver o que ocorre, passada a euforia atual.

Em Gabriela – passado o julgamento e com a morte do Coronel Ramiro – o que ele profetizou acabou se concretizando. Disse ele, retrucando o discurso dos “novos tempos” que lhe direcionara Mundinho: “Eu vou lhe dizer uma coisa Sr. Mundinho Falcão: o senhor quer o poder tanto quanto eu. O seu sonho é ser igual a mim. Mas enquanto eu estiver vivo, consegue não!”.

FIM

*** Como boa noveleira que sou, adorei esta versão de Gabriela e também o que vi no YouTube da antiga. As atuações foram ótimas e todos os coronéis deram um show de interpretação. Mas o José Wilker, que na primeira versão interpretou o Mundinho Falcão, não interpretou nada nessa novela, ele FOI o Coronel Jesuíno. E tenho o dito!

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Fixação de honorários na execução e nos embargos – pode?

Deveria ser óbvio. Porém, como ainda há discussão, é bom lembrar alguns julgados do Eg. STJ:

EXECUÇÃO E EMBARGOS. Locação – Embargos do devedor julgados improcedentes que transitaram em julgado – Impugnação da conta geral apresentada por contador judicial – Prova pericial – Juros de mora – Honorários advocatícios – Admissível a condenação em honorários tanto na ação de execução como nos embargos do devedor. 1 – Não há que se falar em produção de prova pericial requerida pelos agravantes, com relação a apresentação da conta geral pela contadora judicial, pois o processo executivo não objetiva cognição da lide, mas sim a satisfação do crédito oriundo de título executivo judicial ou extrajudicial, considerando-se que, no presente caso, se os embargos declaratórios foram julgados improcedentes não tendo havido recurso, a ação de execução deverá prosseguir até seus ulteriores termos. 2 – Ademais, estando discriminado no demonstrativo apresentado pelo credor o valor principal da dívida, bem como o índice de correção utilizado e a taxa de juros de mora aplicada, não há que se falar em excesso de execução (CPC, art. 614, inciso II). 3 – Os juros de mora decorrem de lei (CC/16, art. 1.063 e CC/02, art. 406), por isso, podem ser fixados ex officio pelo Magistrado. 4 – “No processo de execução de título extrajudicial impõe-se a condenação em honorários de sucumbência. Havendo oposição de embargos do devedor, faz-se oportuna outra condenação, independente daquela relativa à execução. (STJ REsp nº 49900-3-SP; Rel. Min. Humberto Gomes de Barros; DJ 22/8/1994).

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“PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA – PROCESSO DE EXECUÇÃO – EMBARGOS DO DEVEDOR – NATUREZA – AÇÃO DE CONHECIMENTO – FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – CUMULAÇÃO – POSSIBILIDADE – JURISPRUDÊNCIA UNIFORMIZADA NO ÂMBITO DA CORTE ESPECIAL DO STJ. I – Mais do que mero incidente processual, os embargos do devedor constituem verdadeira ação de conhecimento. Neste contexto, é viável a cumulação dos honorários advocatícios fixados na ação de execução com aqueles arbitrados nos respectivos embargos do devedor. Questão jurídica dirimida pela Corte Especial do STJ, no julgamento dos Embargos de Divergência nº 97.466/RJ. II – Conhecimento e provimento dos Embargos de Divergência.” (EREsp 81.755/SC, Rel. Ministro Waldemar Zveiter, Corte Especial, julgado em 21.02.2001, DJ 02.04.2001)

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